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DIRETORA DO SINPOFESC DEBATE VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL EM CONGRESSO INTERNACIONAL

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A diretora parlamentar e intersindical do Sinpofesc e diretora da Mulher da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Karin Peiter, participou, na última quarta-feira (6/5), do 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público, promovido pelo Sinditamaraty, em Brasília.

Karin moderou o painel “Experiências Vivas de Enfrentamento à Violência Institucional no Serviço Público — Estratégias Sindicais, Resistência e Defesa do Trabalho Digno e Decente”, que reuniu representantes de diferentes entidades sindicais e associativas para debater estratégias de acolhimento, prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação no serviço público.

Durante a abertura do debate, a dirigente destacou que a violência institucional nem sempre se manifesta de forma explícita, mas também por meio de práticas silenciosas e naturalizadas dentro das estruturas organizacionais.

“Quando a gente fala em violência institucional, é importante deixar claro: não estamos falando apenas de episódios extremos. Muitas vezes ela é silenciosa. Ela aparece nas estruturas, nas práticas repetidas, na forma como determinadas situações são ignoradas ou minimizadas”, afirmou.

Karin também ressaltou a importância da atuação coletiva e sindical no enfrentamento dessas situações, especialmente nas carreiras da segurança pública.

“Uma coisa ficou muito clara para nós: a resposta não pode ser individual, porque o problema não é individual. Não se trata de alguém ser mais forte ou resiliente, mas de estruturas que precisam ser transformadas”, pontuou.

A diretora apresentou ainda a experiência da Fenapef com a elaboração da Carta da Mulher Policial Federal, lançada em 2024, iniciativa construída a partir da escuta de policiais federais de diferentes regiões do país.

“Foi um marco importante, pois nasceu da reunião de experiências que, isoladamente, poderiam parecer casos pontuais, mas que, juntas, revelam um padrão”, destacou.

O painel também contou com a participação de representantes de entidades sindicais nacionais e internacionais, que compartilharam experiências relacionadas ao enfrentamento do assédio e da discriminação em diferentes instituições do serviço público.

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