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INICIATIVA DE MULHERES POLICIAIS FEDERAIS É FINALISTA DO PRÊMIO MARCO MACIEL 2021

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A decisão de implementar a Diretoria da Mulher já rendeu o primeiro bom resultado para a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A entidade é finalista do prêmio Marco Maciel 2021 na categoria “Protagonismo Feminino” pela decisão de implementar, a partir de 2022, a Diretoria da Mulher em sua estrutura sindical.

A criação da Diretoria da Mulher foi proposta pelas próprias policiais federais para a diretoria da Federação. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em novembro de 2019, foi aprovada a criação da estrutura.

A ideia estava em debate desde que o Grupo de Trabalho das Mulheres Policiais Federais, formado em 2014, começou a pressionar por um espaço, no corpo representativo dos policiais federais, para debater temas que são muito particulares, como a formação da mulher policial e o respeito a essas profissionais. As chapas para a próxima eleição, marcada para novembro, terão, obrigatoriamente, a indicação de uma candidata para ocupar a nova diretoria.

“As mulheres precisam ter seu espaço reconhecido; suas lutas têm características específicas”, destaca o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens.

O prêmio Marco Maciel: Ética e Transparência entre o Público e o Privado é concedido pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) e visa a premiar instituições que, por intermédio de personalidades, profissionais, acadêmicos, autoridades públicas e jornalistas, colaborem com o fortalecimento da atividade.

A cerimônia de entrega da premiação será no dia 14 de setembro, às 19h, na CNI, e também será transmitida pelo canal do Youtube da Abrig, em razão das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Os vencedores de cada categoria serão anunciados ao vivo.

Representação sindical

Até 2020, em todo o Brasil, quarenta mulheres policiais federais já ocupavam cargos em representações sindicais de policiais federais. Contudo, apenas quatro eram presidentes: nos sindicatos do Santa Catarina,  Paraná, São Paulo e Pará. Essas líderes são vanguarda num universo tradicionalmente masculino, mas onde a presença da mulher já é significativa.

“A mulher precisa que o sistema seja adaptado e isso não deve acontecer porque não somos capazes, mas porque somos diferentes”, defende Karin Peiter, presidente do Sinpofesc. “Eu não quero ser igual aos homens, quero que nós mulheres sejamos reconhecidas por sermos como somos. Somos mulheres em um mundo masculino que não foi pensado para nós”, ressalta. 

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